Os jogadores que enganam os árbitros.

A discussão à cerca do anti jogo é bastante oportuna. e aqui à desde logo uma questão clara. Quem faz anti jogo deve ser exemplarmente punido.

Tal comportamento é absolutamente deplorável, e não devemos encontrar bodes expiatórios para justificar os erros de arbitragem, como sucede em alguns lances que originam grandes penalidades.

E é exactamente este aspecto que eu queria abordar. Quando um jogador simula um penalty, a quem se deve imputar o erro? Ao árbitro que assinala a falta que não existe, ou ao jogador que o engana?

Eu não tenho dúvida. Quando um jogador simula uma grande penalidade deve ser severamente punido. Pois sendo o árbitro induzido em erro quem origina esse facto é que é na primeira instância o culpado. Numa jogada corrida é difícil avaliar a intensidade, se houve ou não contacto físico etc.

Se os jogadores que cavam as faltas forem castigados, o futebol vai ser mais justo e mais verdadeiro. É assim que se pode fazer justiça, pois trata-se de premiar a honestidade, e combater o chico espertismo.

Estou a escrever este texto, um dia depois do Pablo Aimar ter simulado um penalty contra o Nacional. Podia começar-se já por aí, mas era bom que daqui para a frente esta regra fosse aplicada em todos os jogos.

Um novo modelo competitivo para as Primeira e segunda Ligas do Futebol Português.

Muito se tem falado da alegada falta de competitividade do nosso campeonato. Devo referir que em minha opinião a competitividade até existe, mas temos um grave problema que é a sustentabilidade das 16 equipas da primeira liga do futebol português. Nos últimos anos foram despromovidas várias equipas por falta de condições, facto inédito na nossa história. E a pergunta ipôem-se. Temos condições para aguentar 16 equipas na primeira liga?

O tempo tem demonstrado que não, pela razão já explicitada anteriormente, e que se prende com a sucessiva despromoção de equipas que não reúnem as condições para participar na super liga.

Se não temos condições para 16 equipas temos de ter coragem, à que adoptar uma redução efectiva de clubes, e fazer com que a segunda liga seja mais competitiva do que é agora, para que a redução de clubes não ponha em causa a sustentabilidade dos mesmos.

Este modelo tem logo um erro grave no meu ponto de vista, deveriam descer 3 clubes e subir 3, só assim se garantia a renovação da primeira liga, e não como agora onde só tem descido efectivamente um clube porque o outro desce digamos assim por decreto!

Proponho um modelo que passo agora a descrever.

A primeira liga teria 12 clubes. Jogavam todos entre si, constituindo portanto 22 jogos. Depois far-se-ia um play off, os primeiros 6 iam lutar pela vitória do campeonato, e os últimos 6 iam lutar para não descer. Aí com 12 clubes talvez fosse melhor descerem apenas dois.

A segunda liga tinha duas séries de 12 clubes o modelo competitivo seria o mesmo, e depois, ou subia o primeiro de cada série, ou fazia-se uma liguilha entre os 2 e 3 primeiros de cada série para ver quem subia.

Principais vantagens.

Primeiro não se reduziam os clubes no conjunto das primeiras e segunda ligas tínhamos 36 equipas.

Depois os melhores encontram-se 4 vezes por cada época ao contrário das duas que sucede actualmente. Já viram um Porto Benfica, um Benfica sporting e um Porto Sporting 4 vezes por época? Tornava bem mais aliciante o campeonato.

Penso que aumentando o interesse acabaria por aumentar também a receita, e o efeito novidade podia funcionar muito bem.

Por último quero referir que sendo o campeonato uma prova de regularidade, e devendo no meu ponto de vista continuar a sê-lo, na transição da primeira parte do campeonato para o play off as equipas devem manter os mesmos pontos que conquistarem no final da primeira fase, e não voltar a 0 como acontece com outras modalidades desportivas.

Sei que se trata de uma remodelação arrojada, e que provavelmente nos próximos anos ninguém vai ter coragem para a pôr em prática, mas eu penso que este modelo é o melhor, e à medida que os clubes vão experimentando cada vez mais dificuldades financeiras mais se justifica a sua implantação.

As eleições no Benfica e as providências cautelares

O que está a acontecer agora no reino da águia era mais que previsível. Mal foi anunciada esta fantochada protagonizada por Luís Filipe Vieira e seus pares, que várias dúvidas se levantaram e era de prever que no esgrimir de argumentos de ordem jurídica que Luís Filipe Vieira e Manuel Vilarinho não ficassem nada bem na fotografia.
E agora? Ontem saiu uma decisão favorável à providência cautelar interposta pelo associado Carlos Quaresma, hoje sai outra decisão de um tribunal suspendendo a candidatura de Luís Filipe Vieira. e aqui no tal esgrimir de argumentos aquilo que temos ouvido de vários juristas é que se trata de um caso bem bicudo, e a margem de manobra de Filipe Vieira é no meu ponto de vista francamente diminuta. Manuel Vilarinho já anunciou que ia desobedecer a uma ordem do tribunal. Ontem na providência cautelar que suspendia o acto eleitoral o Benfica anunciou que ia recorrer, e Vilarinho afirmou que não ia suspender coisa nenhuma porque o recurso tem efeito suspensivo para o acusado não para o queixoso. Aí pelo que tenho lido quer me parecer que a interpretação do Benfica está correcta. Agora neste caso já não sei se Vilarinho tem bases legais para não suspender a candidatura ou não. Porque aqui coloca-se um problema, que apesar de eu não ser jurista já me questionei e até agora ainda não ouvi ninguém falar disto.
Neste caso vai haver recurso da decisão do tribunal? Aqui o Benfica obviamente não pode recorrer, porque está em causa uma lista, e agora seria o cúmulo se Luís Filipe Vieira utiliza-se os serviços jurídicos do clube para defender a sua própria lista. Então se não à nenhum recurso como é que Vilarinho pode afirmar que um tribunal não tem legitimidade para tomar esta decisão? A legitimidade do tribunal de primeira instância só podia ser posta em causa se houvesse um recurso. Não havendo parte-se do princípio que quem é citado acata a decisão. E aqui no meu ponto de vista é que o caso pode ser mesmo muito bicudo. E na prática o que pode acontecer?
Imaginemos que Vilarinho não acata a decisão do tribunal. O queixoso transforma a providência em acção e pode acontecer que daqui a um ano por exemplo o tribunal venha a dar razão ao queixoso e Luís Filipe Vieira tenha de deixar a presidência e dar lugar à lista vencedora. E se se confirmar que Filipe Vieira não se podia candidatar, havendo apenas mais uma lista que neste caso é a encabeçada por Bruno Carvalho estão a ver o que pode acontecer? Filipe Vieira é destituído e Bruno Carvalho por exclusão de partes avança para a presidência.
Ou seja à aqui duas questões diferentes. O não suspender as eleições é perfeitamente legítimo. Vilarinho aí está a defender os interesses do Benfica e é normal que sejam os serviços jurídicos do clube a elaborarem o recurso. Agora nesta situação da suspensão de uma lista aí isso já não tem haver directamente com o Benfica. Numa campanha eleitoral todas as listas têm de ser tratadas da mesma forma, quer seja o actual presidente, quer seja o opositor. E imaginem que a lista que era suspensa pelo tribunal era a do Bruno Carvalho. O Benfica ia defender-se? Claro que não! E qual seria a decisão de Vilarinho? Aqui eu posso conjecturar, mas até nem quero. O que sei é que Vilarinho por uma vez na vida podia ser homem, e acho que aí já digo tudo!
Mas para minha tristeza Manuel Vilarinho vai continuar a fazer figura de marioneta, e que figurinha triste! Cada vez me mete mais nojo. Reparem no pormenor. Vilarinho envia um comunicado à imprensa a dizer que o Benfica não vai cumprir a ordem do tribunal. Alguns associados que inclusive estiveram com Vilarinho quando ele protagonizou aquela vergonhosa candidatura, aconselharam Vilarinho a rever a sua decisão porque uma desobediência a uma ordem do tribunal podia custar bem caro. Mas quem é que apareceu publicamente a garantir que o Bruno Carvalho não ia para o Benfica? Ora nem mais Luís Filipe Vieira! É verdade, o próprio acusado veio fazer de juiz em causa própria. Como se a decisão em relação à suspensão da sua candidatura, ou melhor a decisão se se deve ou não respeitar a ordem do tribunal, tenha de ser tomada por ele e não pelo presidente da mesa da assembleia geral.
Mas Vilarinho, que até nem vai ser reconduzido sendo trocado pelo Dr. Luís Nazaré, continua a fazer papel de urso, de fantoche, de pau mandado na mão de Filipe Vieira, de marioneta. Acho que já é um caso de responsabilizar civilmente o homem. Ele pode estar a arranjar um imbróglio de todo o tamanho.
Sinceramente eu não me revejo nesta gente. Isto sim é que querem ser donos do Benfica, são estes que não respeitam nada nem ninguém, são estes que não querem desamparar a loja. Estes senhores querem fazer do Benfica um feudo. Corram com eles depressa. À muitos benfiquistas capazes, e mais sérios mais honestos. Quem são estes senhores para falarem de verticalidade, correcção e honestidade?

Movimento Benfica Vencer Vencer, versos Luís Filipe Vieira em entrevista à Sic

Nos telejornais de hoje assistimos a mais uma batalha virtual inserida no processo eleitoral do Sport Lisboa e Benfica.
Começando pelo líder do movimento Benfica Vencer vencer. A estratégia que o grupo seguiu era perfeitamente previsível. Já ontem eu tinha levantado a ponta do véu, e tinha dito que este movimento já mais poderia apresentar uma candidatura forte, por duas razões principais. Desde logo o carisma de José Eduardo Moniz. era muito difícil encontrar alguém com este carisma, com esta notoriedade, com este nohau. Segundo porque qualquer nome que entretanto surgisse seria sempre uma segunda escolha. E uma coisa é apresentar o candidato ideal, outra coisa é apresentar o candidato possível.
Como Também sugeri na minha mensagem de ontem este movimento está imbuído do mesmo espírito de José Eduardo Moniz. Isto é, não apresentam nenhuma candidatura, atribuem esse facto a Luís Filipe Vieira e ao facto de ele ter provocado as eleições antecipadas, e ficam digamos assim à porta para aproveitar qualquer insucesso de Luís Filipe Vieira. Se José Eduardo Moniz continuar a dar o seu apoio ao movimento, pode dizer-se que no que concerne a uma candidatura, e designadamente à pessoa que a possa encabeçar, estamos conversados!
Esta é uma forma inteligente de gerir aquilo que seria uma derrota natural, quer pela falta de tempo para preparar um projecto credível, quer como disse pela falta de um candidato carismático. E o movimento teve ontem digamos assim o primeiro dia do resto da sua vida! As palavras estão lá, só não entende quem não quer. A voz deste grupo organizado de associados do Benfica vai fazer-se ouvir intensamente, não agora durante a campanha eleitoral, mas sim a partir de 4 de Julho. E aí Luís Filipe Vieira vai ter pela primeira vez ao longo destes 8 anos em que esteve, primeiro na sad e depois chegando à presidência do clube uma oposição organizada, e com um rosto, ou melhor dois rostos muito fortes. José Eduardo Moniz e José Veiga.
Luís Filipe Vieira deu uma entrevista no meu ponto de vista altamente previsível, e aqui o direi que, foi uma entrevista terrivelmente banal. Nada de novo o mesmo discurso de sempre. Como é lógico tentou valorizar aquelas que são as duas principais virtudes do seu reinado. A melhora significativa da situação financeira do clube, e consequentemente a devolução da credibilidade que Luís Filipe Vieira conseguiu dar ao Benfica.
Mas, quanto aos pontos que são alvo de discórdia, Luís Filipe Vieira não acrescentou nada. Antes pelo contrário! Mostrou que na verdade não tem argumentos lógicos para ter tomado a posição de antecipar o acto eleitoral. Primeiro afirmou que a Sad estava em funções, e que por isso podia contratar jogadores e treinadores. Apesar de eu não ser um especialista, quer me parecer, que sendo a sad detida maioritariamente pelo Benfica, está também sujeita à situação directiva do clube propriamente dito. No entanto, esta é uma questão altamente controversa. E aqui o grave problema é que esta situação nem sequer deveria ser criada. Depois Filipe Vieira afirmou que a situação era insustentável porque já desde Fevereiro haviam associados sempre em constante confrontação ao presidente. Bom, então se a ideia era diminuir a contestação lamento dizer-lhe senhor Luís Filipe Vieira mas saiu-lhe o tiro pela culatra. Deus queira que não, mas deixe só o Benfica começar mal o campeonato e vai ver o que é oposição a sério! E depois vai seguindo uma linha coerente convocar novas eleições? É que o grave problema é que embora o Senhor continue a afirmar que não, a ideia que fica na cabeça das pessoas é que o Senhor não vai ter oposição credível porque não deu tempo às pessoas para se prepararem. E não me venham por favor com esses argumentos como já ouvi da boca do presidente do Benfica, segundo os quais, haviam associados que já estão à muito tempo a fazer oposição digamos assim estavam em pré campanha. Isso não tem lógica nenhuma. Porque uma coisa sou eu ou o Zé Veiga ou quem quer que seja, fazer oposição, agindo em nome individual, apenas isso. Outra coisa bem diferente é organizar uma lista, sustentar uma base de apoio para concorrer a eleições. Isso é bem diferente. E luís Filipe Vieira foi um canalha. Porque apanhou toda a gente desprevenida, e antecipou em 3 meses as eleições. Obviamente em 15 dias não à tempo para organizar listas nem muito menos para preparar as linhas programáticas e procurar apoios.
Significa que Luís Filipe Vieira só não tem oposição porque foi esperto. E aqui eu digo esperto e não inteligente! São duas coisas bem diferentes. Até porque ele é sem dúvida um presidente a prazo. Não tenho nenhuma dúvida a esse respeito. E só o é por causa da sua esperteza saloia. Porque se ele deixasse as coisas seguirem o rumo normal até podia ter mais sorte. Vencia as eleições em Outubro com muito mais legitimidade. Assim não tem legitimidade nenhuma. Ainda por cima com todas estas dúvidas sob o ponto de vista jurídico. Como sendo o facto de os actuais corpos sociais se terem demitido sem razão aparente e parte desses elementos que compunham os actuais órgãos directivos se voltarem a candidatar, e também o facto de a actual direcção do Benfica estar em gestão, e continuar a contratar recursos humanos para o clube.

Por favor parem com os devaneios de Luís Filipe Vieira

por favor parem com os devaneios do senhor Luís Filipe Vieira! O homem está mesmo desorientado. Agora quer pedir aos presidentes do conselho fiscal e da
mesa da assembleia geral que se demitam por forma a provocar eleições antecipadas. Até aqui as coisas podiam ser consideradas relativamente normais, o
que já não é natural é a razão apresentada pelo presidente do Benfica.
Diz ele que as eleições antecipadas eram para que o próximo presidente pudesse preparar a próxima época. Mas aqui eu pergunto. Mas que diabo, a próxima
época já não deveria estar a ser preparada? Então quando é que o Senhor Luís Filipe a está a pensar começar a planear?
Esta ideia até tem lógica, não fosse o facto de ser lançada precisamente na altura em que todos os clubes começam a preparar as épocas desportivas, e ainda
para mais o Benfica que desde cedo perdeu esta época que agora terminou, tinha obviamente a obrigação de a começar a ter planeado mais cedo para que se
possam evitar os erros que foram cometidos esta época. Ou pelo menos fazer uma análise fria, pensada para que se consiga perceber o que correu pior e corrigir
essas situações.
Mas pelo que ficamos a saber de Luís Filipe Vieira, a próxima época ainda não está a ser preparada, e pior, em sua opinião isso só deve suceder lá para
Julho. Senão vejamos.
Ele defende que as eleições se realizem ainda este mês de Junho. Partindo do princípio que as eleições geralmente se realizam à Sexta Feira, a data seria
a de 26 de Junho, ou quanto muito 3 de Julho.

Bom, então para que isto suceda o calendário será:
Abrir o prazo de candidaturas que será de uma semana, e depois a campanha eleitoral seria de duas semanas. Ora bem, qual faroeste! Numa semana, as pessoas
tinham tempo para se organizarem, para formarem listas, para definirem um programa etc. Depois tomariam conta do clube, ou na semana de 29 a 1 de Julho,
ou na semana de 4 a 9 de Julho, e pronto, à que contratar treinadores, jogadores, eu sei lá, à que formar a equipa! Francamente, tenha vergonha senhor
Luís Filipe Vieira! O Senhor é parvo, ou faz-se?

José Eduardo Moniz o iterno candidato?

propositadamente não tinha comentado a possível candidatura de José Eduardo Moniz.
E não o fiz porque sinceramente não fazia ideia nenhuma se ele ia ou não aceitar ser candidato. Agora seria simples dizer que já se sabia, que já se previa, que a única decisão possível tinha de ser esta. Mas eu na verdade não fazia nenhuma ideia daquilo que ia na cabeça de José Eduardo Moniz.
Mas, agora estou mais esclarecido, e pelo que tive oportunidade de ouvir estou mais satisfeito. Satisfeito não por José Eduardo Moniz não se ter candidatado, nada disso! Não estou satisfeito pelo facto de sentir que hoje Luís Filipe Vieira ganhou as eleições. Não, não é mesmo por isso que estou satisfeito. A minha felicidade resulta do facto de finalmente o Benfica ter um rosto da oposição, rosto esse que é forte, credível, com provas dadas por onde passou, e que como ele referiu e bem não precisa do Benfica para ter protagonismo e notoriedade. É bem verdade que isso pode ser uma frase feita e usada por muita gente. Mas no caso de Eduardo Moniz ele não precisa mesmo do Benfica para ganhar e provar o que quer que seja. Ele já provou toda a sua competência, toda a sua capacidade de trabalho, a sua resistência e tenacidade na Tvi, e também quando foi director de informação da Rtp onde fez também um belíssimo trabalho.
E a mensagem é bem clara, nem é necessário ler nas entrelinhas! José Eduardo Moniz quer ser candidato, quer fazer um projecto credível e ganhador, simplesmente precisa de uma coisa que agora não tem, que é o tempo. E aqui é que está o problema. Eu se fosse ao Sr. Luís Filipe Vieira estaria bem apreensivo e não esfregava as mãos. Ele agora mais do que nunca sabe que não pode falhar porque Eduardo Moniz está com vontade de abraçar este projecto, e tudo indica que esta declaração de hoje significa tão somente um adiamento. E assim pelo menos tem de aumentar o sentido de responsabilidade de Filipe Vieira, que se continua como até aqui, mormente no que concerne aos resultados desportivos, terá muitas dificuldades para sequer cumprir o mandato.
Como já referi eu gostava mesmo que Filipe vieira tivesse um adversário à altura. agora vejo que é cada vez mais difícil. O tal movimento Benfica vencer vencer, o tal de José Veiga no meu ponto de vista epotecou todas as possibilidades de apresentar uma candidatura vencedora, porque qualquer nome que agora se perfile será sempre uma segunda escolha, e se a isso juntarmos o até breve de Eduardo Moniz, e não, longe disso, um Adeus, percebemos que qualquer que seja este candidato terá o mesmo problema de Filipe Vieira que é ter na sombra o actual director geral da Tvi. Até pode nem ser essa a sua intenção, e eu conscientemente acredito que Eduardo Moniz o que quer é mesmo que o Benfica ganhe, e não quer assumir o poder pelo poder, por uma razão simples! é que na verdade ele não precisa mesmo daquilo. Mas dizia eu vai ser muito difícil a Moniz deixar a pele de eterno candidato. Mesmo que ele o queira fazer, na cabeça das pessoas ficam sempre as suas declarações de hoje, onde entre outras coisas ele refere que se as eleições fossem em Outubro a história que ele contou ao país seria necessariamente diferente, que quer ser alternativa e não oposição, que quer um Benfica ganhador e não fechar a porta a uma futura candidatura, isto caso se reúnam as condições necessárias.
Vai ser preciso um presidente muito forte. Creiam que à primeira crise desportiva do clube Eduardo Moniz será logo uma sombra, será logo falado. E eu regozijo-me por isso porque assim o Benfica tem uma alternativa credível, que com algum tempo poderá vir a construir um projecto verdadeiramente sério e sólido.
Que assim seja.
Não precisava destas declarações de José Eduardo Moniz, porque eu tenho defendido sempre que a actual direcção do Benfica tem sido indecente nas trapalhadas que tem feito, mas realmente esta ideia de convocar as eleições para três meses antes, ainda por cima completamente de surpresa é surreal. É um erro imperdoável, um erro monumental que pior do que isso acredito que foi feito propositado, o que se acontecer trata-se de um acto de deslealdade sinceramente.
Para terminar reitero uma nota que já deixei. a grande diferença é que Eduardo Moniz no momento em que pondera a possibilidade de ir para o Benfica já tenho o seu nome feito, já tem a sua carreira profissional bastante remediada, já tem em suma um trabalho que se pode orgulhar.
Filipe vieira quando veio para o Benfica que prestígio tinha.? Dirigente no Alverca, e pouco mais, sinceramente pouco mais. Ele precisou do Benfica para ganhar protagonismo e notoriedade, isso no meu ponto de vista é absolutamente indiscutível.

As eleições no Benfica

É sabido que eu não morro de amores por Luís Filipe Vieira. Apesar de reconhecer que o seu trabalho teve aspectos positivos, desde logo a credibilisação
do clube, a reestruturação financeira e a preocupação constante com a valorização da marca Benfica, entendo que esta borrada que fizeram agora, só para
evitar que a oposição apresentasse uma alternativa minimamente credível, e também para evitar que determinados associados, no caso José Veiga pudessem
candidatar-se aos órgãos sociais, eu queria mesmo que existisse uma alternativa credível, e que fosse capaz de destronar Luís Filipe Vieira e Manuel Vilarinho
do trono. Vilarinho então esse sim tem sido o mais trapaceiro que o Benfica teve nos últimos anos, digo-o com toda a convicção. Usou das artimanhas mais
falsas e demagógicas para chegar ao poder, e agora alinha numa manobra de diversão, que ele, como presidente da mesa da Assembleia geral deveria ser bem
mais ponderado e controlar os instintos de Luís Filipe Vieira. Um presidente da mesa da assembleia geral que alinha com uma fantochada destas para mim
desculpem mas não tem qualquer espécie de valor. Eu até responsabilizo mais, e indigna-me mais a atitude de Manuel Vilarinho do que propriamente a de Luís
Filipe vieira. Vilarinho é que ainda por cima deu o dito por não dito, numa semana mostra todas as reservas e mais algumas, uma semana depois faz de conta
que nada aconteceu, e aparece todo sorridente ao lado de Filipe Vieira. E a isto chama-se um presidente da mesa da assembleia geral? Não meus caros, a
isto chama-se um mercenário! E eu podia especular sobre aquilo que ele terá ou virá a ter em troca para se prostituir desta maneira, porque é exactamente
disto que se trata, prostituição! Mas não vou chegar a este ponto, apenas digo que associados destes envergonham-me sinceramente.

Tenho acompanhado como é natural todo o desenrolar destas eleições, e consequentemente tenho estado atento às movimentações que temos verificado para o
surgimento de candidaturas.

De entre aquela que ao que parece está confirmada, a do associado Bruno Carvalho, sinceramente achei ridícula a sua apresentação. Primeiro começou logo
por dizer que rui Costa continua, mas como assessor do presidente. Só por isto eu acho que ele não tem a mínima noção das coisas e não sabe o que diz!
Para que Rui Costa seja assessor do presidente ele tem de aceitar essas funções, logo isto não se pode pôr e dispor das pessoas, tenham paciência. E quando
se afirma que Rui Costa continua, mas como assessor do presidente é tratar as questões de uma forma perfeitamente leviana.

Em relação ao treinador, também não concordo nada com ele. Então alguém que quer ser presidente do Benfica vai prometer uma pessoa como o Carlos Azenha
para treinador? Eu estou à vontade até porque esse nome não me é estranho. Mas que diabo, que curriculum o Carlos Azenha tem que justifique uma contratação
para treinador do Benfica? Azenha foi preparador físico no Benfica, foi depois adjunto de Toni e mais tarde de Jesualdo Ferreira. Isto é suficiente para
merecer a confiança de treinador do Benfica?

Eu penso que não, e para despedir um treinador como o Jorge Jesus, deveria ser para contratar alguém com outro tipo de curriculum, com outro passado que
não o Carlos Azenha.

Depois este senhor também se deixou rodear por apoiantes que a meu ver não o ajudam nada, só prejudicam, como é o caso de António Figueiredo. Este senhor
esteve ligado à história mais negra do Benfica, é alguém que está constantemente a gravitar em torno do clube, sempre morto por lá entrar, e como tal ocupa-se
a fazer oposição gratuita seja a que direcção for. Eu pessoalmente não vejo com bons olhos a entrada deste senhor no Benfica.

Por estas e por outras parece-me Bruno Carvalho um candidato pouco credível, aposta no show off e parece-me ser alguém à procura de uns dias de glória,
à custa de uma candidatura à presidência do Benfica. E o como os actuais corpos sociais ao que parece meteram os pés pelas mãos se Bruno Carvalho for inteligente
até poderá ter bem mais do que umas míseras duas semanas de glória. Basta que para isso confronte a legalidade estas eleições, e da candidatura de Luís
Filipe vieira e Manuel Vilarinho, que como disse noutra mensagem demitiram-se sem alegar razões objectivas válidas, e no meu ponto de vista não será uma
tarefa assim tão difícil esgrimir em cede própria argumentos que permitam defender a tese que estas eleições não são válidas. Até estou a dar um caminho
para que Bruno Carvalho possa aparecer na comunicação social durante bastante tempo.

Quanto às candidaturas que se conjecturam, designadamente àquela que será apoiada pelo movimento Benfica Vencer Vencer, são tudo possibilidades. Acho que
os responsáveis pelo movimento têm feito por gerir bem a candidatura. E enquanto não houverem nomes concretos eu não comento. Só espero que o Senhor Manuel
Damásio não seja metido aqui no meio, o mesmo é dizer não seja candidato a nada. Porque ele está indubitavelmente ligado ao período mais negro da história
do Benfica, e se apostarem nele como candidato é um trunfo importante para Luís Filipe Vieira e os seus mercenários. Espero um candidato forte. É preciso
acreditar, não posso aceitar que estas eleições sejam um passeio para os fantoches. Se eles tiverem de ganhar que sofram para conseguir a vitória, mas
bom era mesmo se eles não conseguissem a vitória, porque essa gente está agarrada ao poder com mãos de ferro, e para mim isso é um defeito vital que mata
qualquer virtude que eventualmente esse projecto possa ter. O poder pelo poder nunca!

Cristiano Ronaldo

Como português estou bastante satisfeito pelo facto de o Cristiano Ronaldo ter sido transferido para o Real Madrid.
Fico contente por vários motivos. Desde logo o facto de ser um jogador Português a causar a transferência mais cara da história do Futebol. E isto quer se queira quer não acaba por ser relevante, porque a indústria do futebol é tão exigente, tão selectiva, que se uma equipa espanhola, inserida num campeonato que está em crise, num próprio continente, no caso o europeu que tem gravíssimos problemas com os clubes de Futebol, é sempre de realçar o esforço de uma equipa como o Real Madrid em despender de tanto dinheiro para contratar um jogador.
E eu aviso desde já que não embarco nessa dicotomia da loucura. Para mim esta contratação do Ronaldo foi muito bem pensada por parte de Florentino Peres. Não tenho grandes dúvidas em afirmar que em condições normais Ronaldo vai justificar todo o dinheiro que custou o seu pasce, e o que vai custar o seu salário. Através de direitos de imagem, de publicidade, de valorização para a própria marca Real Madrid, Ronaldo é aquilo que se pode chamar um jogador rentável. E é-o porque é um dos melhores se não o melhor futebolista do mundo. Porque se não fosse não justificaria tanto investimento. Depois porque a marca Real Madrid pode e deve expandir-se para muito longe da Europa, designadamente para o continente americano e para o asiático. E aí Ronaldo tem uma enorme popularidade, e vai ajudar a tal marca do clube a chegar com muita força designadamente aos estados unidos e à china, países com real poder de compra.
florentino Peres percebeu isso muito bem. E ele sabe que com um conjunto de estrelas que dêem nome ao clube, que valorizem a marca ele ganha tanto ou mais do que os resultados desportivos propriamente ditos. Vejamos o exemplo em Portugal das marcas Benfica e Porto. A marca Benfica é uma marca muito mais popular, bastante mais entranhada além fronteiras, e mesmo aqui no nosso país, e o Benfica já não ganha um título de relevo à uma data de tempo, enquanto o Porto tem ganho imensos títulos. Precisamente porque o prestígio, também aqui porque não dizê-lo é justo realçar o empenho e a capacidade demonstradas por Luís Filipe Vieira que se esforçou por projectar a marca Benfica além fronteiras, fez com que a popularidade do clube conseguisse chegar com relativo sucesso junto das populações.
No caso do Real Madrid passa-se a mesma coisa. A imagem que este conjunto de estrelas vai trazer ao clube, pode suplantar até qualquer fracasso desportiva que venha a acontecer. Se bem que no meu ponto de vista desta vez os galáticos vão ganhar mesmo, e já agora era bom, pelo Ronaldo, e pelo esforço de Florentino Peres em construir uma verdadeira equipa de sonho.

A Entrevista de Rui Costa à RTPN - Concedida em 15 de Junho de 2009

Ouvi à pouco tempo a entrevista que Rui Costa concedeu à RTPN.
Esta entrevista teve aspectos positivos e negativos.
De entre os aspectos positivos destaco a maneira realista como ele analisou a época desportiva do Benfica.
Na verdade ele abordou um ponto que eu não tinha pensado muito nele. O Benfica começou a época de uma forma um pouco irregular. Depois a equipa começou a ganhar bastante consistência, tanto que conseguiu chegar ao meio do campeonato em posição de líder. Na verdade foi um contra censo, quando o Benfica e o seu treinador estavam a atingir níveis exibicionais bastante aceitáveis a equipa caiu a pique no último terço do campeonato, com 8 pontos perdidos em casa contra equipas francamente acessíveis como são os casos do Guimarães, Trofense e Académica.
E foi essa perspectiva que o Rui costa abordou que a mim me parece correcta.
Fiquei contente pelo elogio que ele fez a Kike Flores. Considerou-o um grande treinador, e afirmou que em breve todos iam perceber que ele era mesmo um óptimo profissional. Aceito em parte as suas explicações no que concerne à margem de manobra, reconheço que por causa do Benfica ter passado por um processo de evolução e entrar depois num processo de regressão é uma razão plausível. Embora continue a ter a mesma opinião. Kike Flores foi mal tratado, ele podia continuar perfeitamente, tinha todas as condições para isso, e creio que Rui Costa no fundo queria mesmo que ele continuasse, e a falta de condições para que tal não acabasse por suceder foram da responsabilidade quase exclusiva de Filipe Vieira. Mas por outro lado reconheço que Kike Flores é um bom treinador, e os benfiquistas que agora o criticam ainda o vão apreciar noutros clubes. Deixem-no ir para o Porto e depois digam alguma coisa!
Claro que ele no resto não disse nada de novo. Assumiu as responsabilidades, não quis reconhecer o fracasso na escolha do treinador, e eu no lugar dele também não o faria, mostrou que estava motivado para a próxima época e referiu que o Benfica seria competitivo para o ano que vem.
No entanto Rui Costa entrou num campo que eu sinceramente não gostei. Entendo que ele se imiscuiu de mais nas questões políticas. Assumiu a voz de Luís Filipe Vieira, e o Rui costa que me desculpe, tenho mesmo muito respeito por ele, espero que ele seja muito feliz no Benfica, mas não concordo com os argumentos que ele esgrimiu sobre esta matéria.
Em Julho, quando entrar a nova direcção a época já está preparada. O novo treinador do clube vai ser anunciado brevemente, antes portanto de entrar a nova direcção, os jogadores que vão ser contratados também serão anunciados antes de Julho, e não podia ser de outra forma, porque a época começa efectivamente a meio do mês.
Portanto, aquilo que o novo presidente podia fazer em Outubro é o mesmo que vai poder fazer agora quando entrar. Se as eleições fossem marcadas para Maio eu concordava em absoluto. Assim não concordo mesmo. Nem o argumento que Rui Costa utilizou quando dizia que em Outubro a equipa de futebol estava mais susceptível de ser envolvida nestas questões políticas não é convincente. E isto porque o Benfica e consequentemente a sua equipa de futebol tem mesmo de estar alheia a este tipo de decisões. E se assim não for a culpa é dos responsáveis pela equipa de futebol que não separam as águas.
E esta declaração embora não pareça é gravíssima. Então segundo Rui Costa as eleições devem ser marcadas em alturas que a equipa não esteja a jogar para que os associados não sejam influenciados pelos resultados desportivos da equipa? Essa ideia no meu ponto de vista é gravíssima. Mal vai um presidente que usa esse tipo de artimanhas para conseguir os seus intentos.
Continuo a achar que é vergonhoso. É asqueroso, não tem qualificação.
E Tenho pena que Rui Costa tenha enveredado por este caminho. Acho que ele vai perder muito com esta sua postura, Rui Costa passou um cheque em branco a Filipe vieira, e tem de perceber que isso tem custos. Quando Filipe vieira for ao fundo Rui Costa também irá. A sorte é que Rui Costa é realmente um símbolo do Benfica, e isso pode valer-lhe bastante. Embora penso que Rui costa infelizmente para ele e para o Benfica não sairá pela porta grande, mas tenho esperança que ele depois volte de preferência com outras companhias, ou quem sabe como candidato a Presidente.
Também sou daqueles que penso que ele deveria ter mais algum tempo antes de assumir este cargo. Estas coisas não se aprendem de um dia para o outro, ao menos que aproveite esta experiência para aprender com os erros, e possa evoluir para assumir lugares de ainda mais responsabilidade dentro do clube.

A abstenção

Muito se tem dito sobre os níveis de abstenção registados nas últimas eleições para o Parlamento Europeu.
Já uma altura falei sobre a abstenção a quando do referendo ao aborto e referi aquilo que pensava. E com franqueza os elementos que tenho em minha posse fazem com que ainda não tenha mudado de opinião.
62 % é um número que pode à partida assustar.
Mas antes de mais considerandos eu relembro que já em 2004 os níveis de abstenção registados foram de 61,4 %, e em 1999 a abstenção foi de 60 %.
São portanto valores em tudo idênticos aos que se registaram este ano.
Inclusivamente em 1994 registaram-se valores de 64 % de abstencionistas, mais do que os valores que se registaram nestas últimas eleições.
E já agora por curiosidade recordo que a única altura em que a abstenção foi realmente baixa foi a quando da primeira eleição para o parlamento europeu em 1987, onde os valores se ficaram pelos 28 %.
Portanto, as votações para o parlamento Europeu sempre foram assim. Os eleitores não reconhecem importância suficiente a este organismo, e valha a verdade que os partidos políticos ainda não conseguiram explicar de uma forma eficaz e sobre tudo pedagógica aos portugueses a importância que tem o Parlamento Europeu no contexto do nosso País.
Quer isto dizer que, apesar de ninguém estar contente com estes valores não devemos ainda entrar em estria colectiva. Apesar do alheamento dos eleitores da política, também ainda não chegamos a estes pontos. Vamos aguardar pelas legislativas, e iremos verificar que os níveis de abstenção não são tão altos como os que agora registamos.
Mas, para mim este divórcio das pessoas com os partidos políticos não é só culpa das pessoas que elegemos. Entendo que à uma grave crise de valores. As mesmas pessoas que não se interessam pela política são aquelas que também se interessam pouco pela arte, pela cultura, pela ecologia, são no fundo aquelas de raciocínio fácil. São aqueles tipos de pessoas que adoram a TVI, o tipo de informação que lá se vende, e odeiam ir em busca da verdade dos factos, detestam aflorar a fundo os problemas, aprofundar o estudo e analisarem as questões com base numa análise séria e rigorosa dos factos.
E não me venham dizer que a culpa disso é dos políticos! O que se está a passar é que as pessoas querem tudo à mão, não querem ter trabalho para nada, e não conseguem desenvolver a capacidade para filtrarem a informação.
O trabalho é portanto muito. Pede-se aos políticos que sejam autênticos, que abulam a demagogia e as frases feitas, que assumam a realidade tal como ela é, que não prometam aquilo que sabem que não podem cumprir, que dêem credibilidade à política É isso que realmente tem faltado. Estou descontente com a falta de credibilidade do sistema e dos partidos políticos, mas não comungo da ideia que a abstenção é culpa exclusiva deles. Os eleitores, portanto, os portugueses também tem de começar a ser mais exigentes. E não é deixarem de votar que transmitem o que quer que seja. A abstenção no meu ponto de vista não faz com que seja passada mensagem nenhuma. Abstenção significa que o eleitor não foi votar, ponto final! Podia estar doente, podia ter ido à praia, podia ir ver o futebol, podia estar muito calor, muita chuva, vento eu sei lá. Não podemos a bom rigor inferir o que quer que seja na análise que fazemos aos níveis de abstenção.
Nem sequer podemos afirmar que isso é um sinal que os eleitores estão descontentes com os partidos políticos. antes pelo contrário! Até podemos dizer que se as pessoas estão bem, se não têm problemas, é natural que não se estejam para chatear e decidam não ir votar. Esta é uma conclusão tão válida como as outras.
Se eventualmente a maioria dos eleitores votasse em branco, ou então escrevessem uma mensagem no próprio boletim de voto, isso sim era motivo para que se reflectisse. E por uma razão simples. Aí, as pessoas estavam a dizer que não se reviam em nenhum partido e que protestavam contra o actual estado de coisas. E neste caso os partidos abalariam, porque aí ficavam a saber que era preciso mudar de rumo, que o sistema político tinha sido posto em causa e que aos olhos da maior parte dos eleitores os políticos estavam completamente desacreditados.
Por um lado era bom que isso acontecesse. Mas agora alhearem-se, isso não não façam isso por favor! Porque o não ir votar é como que assobiar para o lado, fazendo de conta que não é nada connosco. E se o poder político responder com a mesma moeda, como é? Já que os eleitores assobiam para o ar, então nós vamos fazer o mesmo. E é imperioso que os eleitores mostrem de que lado estão. Ou apoiam um partido, ou então se não se revêem em nenhum deles vão às urnas e digam precisamente isso. Mostrem a vossa posição, nós eleitores temos de dar o chamado grito do ipiranga, temos que mostrar que existimos, que estamos vivos, que acompanhamos a evolução da situação do nosso país, que temos uma posição e opinião formadas.
Não vamos ficarmo-nos só pelo que vemos na TVI, vamos em busca da verdade dos factos, temos hoje meios de aceder à informação nunca antes conhecidos, não à desculpa para que se continue a viver na ignorância. Vamos votar de uma forma lúcida e esclarecida, é este o meu desejo.

O patriotismo

Quando alguma instituição portuguesa representa o país além fronteiras, é natural que dentro de nós floresça um certo sentimento patriota, e em resultado
disso ficamos sempre a torcer para que as colectividades portuguesas façam boa figura.
Mas será que é sempre assim?
Tudo isto por causa de esta semana sete clubes portugueses de futebol participarem nas competições europeias.
Será que concretamente nesta situação somos todos patriotas?
Eu atrevo-me a dizer que não, e vou explicar por quê.
Se formos politicamente correctos, dizemos que jogue quem jogar a gente deve puxar sempre pela equipa portuguesa. Se for um adepto do Benfica, e se for
o Porto a jogar, então o adepto deve ficar feliz se o porto fizer um bom resultado contra um clube estrangeiro.
Mas mesmo que lá no fundo um adepto do Benfica até fique satisfeito se o Porto ganhar, será que esse grau de satisfação é igual ao de ver uma vitória da
nossa selecção?
É que se não for, então não se pode dizer que estamos perante um adepto 100 % patriota. E então chegamos a um ponto que eu queria chegar. Afinal será que
existe patriotismo de primeira e patriotismo de segunda?
Ao que parece sim. E aquilo que eu verifico é que muitos adeptos adoptam uma postura politicamente correcta, mas o máximo que conseguem é serem considerados
patriotas de segunda, isto para não chamar hipócritas, porque na verdade muitos mereciam mesmo ser assim apelidados.
Eu por mim admiro tanto os benfiquistas, como portistas ou sportinguistas, que assumem sem subterfúgios que querem é que a equipa deles ganhe, e se for
um rival a jogar, até nem se importam se a equipa perder.
É mesmo assim, o futebol tem algo de irracional e é isso que lhe dá vida. Se não houvesse algo de irracional no futebol, como é que se poderia dizer mal
de Pinto da Costa, que em 26 anos tem o melhor currículo do mundo como presidente de um clube de futebol?
Se o Futebol não tivesse algo de irracional como se poderia pôr em causa as conquistas do Benfica nas décadas de 60 e 70? E é assim, com todos os defeitos
e virtudes dessa irracionalidade, viva o futebol!

Rui Costa - Jogadores assim nunca deviam deixar de jogar.

Rui Manuel César Costa, , nasceu a 29 de Março de 1972, e a sua infância foi passada no bairro da Damaia, concelho da Amadora, distrito de Lisboa. Com
10 anos de idade, tentou a sua sorte nos treinos de captação do Sport Lisboa e Benfica. Passados dez minutos de treino Eusébio, que estava a observar os
futuros craques, ficou impressionado com as habilidades do jovem jogador. Durante oito anos aprimorou a qualidade e o estilo nas camadas jovens do SL Benfica
até 1990, onde esteve emprestado um ano ao Fafe. Regressou ao Benfica onde venceu uma Taça de Portugal - em 93 - e o titulo de campeão nacional - 93/94.
A Fiorentina interessou-se e desembolsou 1,2 milhões de contos (cerca de 6 milhões de euros), uma transferência milionária para a época.. Rui Costa jogou
sete épocas na Fiorentina onde venceu duas Taças de Itália. Foi colega de Batistuta na Fiorentina e quando se falava da possível saída do argentino para
outro clube este afirmou:" Para onde eu for o Rui vai comigo". Concretizou-se então a transferência para o AC Milan, de novo sobre nova quantia milionária,
cerca de 35 milhões de euros. Rui Costa jogou cinco temporadas no AC Milan onde no total conquistou 1 Taça de Itália, 1 Liga dos Campeões, 1 Supertaça
de Itália, 1 Campeonato e 1 Supertaça Europeia.
Mas foi no Estádio da Luz, o seu estádio de sempre que Rui Costa viveu momentos inolvidáveis que todos recordamos.
Na memória fica a final do campeonato do mundo de Sub 20, em 1991, quando Rui costa marcou o penalty decisivo que deu a Portugal o título de campeão do mundo nessa categoria.
Foi o primeiro grande momento, e por sinal foi a última grande enchente do velhinho estádio da Luz, que registou uma assistência de 120000 espectadores.
Também na memória de todos fica o célebre golo que rui costa marcou ao serviço da Fiorentina em 1996 num jogo contra o Benfica a contar para os quartos de final da Taça das taças.
Rui costa marcou, chorou e foi ovacionado por todos os adeptos do Benfica.
Foi um jogador fantástico. A sua qualidade de passe, a forma como colocava a bola de régua e esquadro fez dele um dos melhores do mundo na sua área. Rui costa está sem dúvida ao nível dos melhores futebolistas portugueses de sempre, e para o Benfica ele é um símbolo tal como Eusébio, Simões, José Torres e Outros.
Para os mais novos, é um privilégio terem visto jogar um jogador tão extraordinário.
O seu carácter, a sua personalidade, a correcção com que sempre nos primou nos relvados e fora dele, fazem de rui Costa um homem admirado por todos, e um exemplo a seguir pelos mais jovens que pretendem fazer carreira como futebolistas.
Agora fica a saudade de o ver jogar. Ainda ontem o vimos a pendurar as botas perante 55000 espectadores, e hoje confesso que já tenho saudades de ver os seus passes, as suas assistências os seus golos.
Mas fica a consolação de saber que vamos poder continuar a ver o Rui no seu clube de sempre, em funções de vital importância para o sucesso do Benfica.
Boa Sorte, é o que lhe desejo na sua nova carreira. E pessoalmente agradeço a Deus o facto de ter acompanhado toda a carreira do gigante Rui Costa, e daqui a 40 anos, quando as pessoas falarem dele como um dos maiores símbolos do Benfica, irei ter o maior prazer do mundo em contar que afinal eu vi aquele homem jogar, acompanhei-o seu percurso, e posso contar de viva voz a excelência que foi a sua carreira enquanto futebolista.
Enorme. Rui Costa!

António Variações, a Arte, a genialidade, o talento, tudo numa só pessoa.

Trata-se de um dos maiores fenómenos da música portuguesa.
António Joaquim Rodrigues Ribeiro, filho de camponeses minhotos, desde muito cedo revelou propensão para a música.

Nascido em 3 de Dezembro de 1944, abandonou a sua aldeia natal (Lugar do Pilar, freguesia de Fiscal) em 1957 e foi para Lisboa, onde se dedicou a várias
actividades profissionais desde empregado de escritório até barbeiro. Em 1975 viaja até Londres, onde fica durante um ano e parte, depois para Amsterdão
onde aprende a profissão de cabeleireiro. Esta aprendizagem servir-lhe-á para se instalar, novamente, na capital portuguesa; onde se estabelece com o primeiro
cabeleireiro unissexo de Portugal. Esta actividade não resulta muito bem e, para ganhar a vida, abre uma barbearia na Baixa lisboeta.

Em 1978 grava uma maqueta com alguns temas, que apresenta à Valentim de Carvalho, com a qual assinará contrato.

Na sua própria descrição a música que produz situa-se entre Braga e Nova Iorque. É no programa "O Passeio dos Alegres" de Júlio Isidro que António se apresenta
ao grande público (1). Os temas que cantou nessa emissão chamavam-se "Toma o Comprimido" e "Não Me Consumas" e ainda permanecem inéditos, uma vez que nunca
foram registados em disco.

O primeiro trabalho que gravou foi o single "Povo que Lavas no Rio", imortalizado por Amália Rodrigues (2).

Amália era, aliás, uma das suas referências, que teve direito a uma canção de Variações ("Voz Amália de Nós"). O seu primeiro longa duração "Anjo da Guarda"
(3) é também dedicado à popular fadista.

Neste disco participam Vítor Rua (com o pseudónimo Vick Vaporub) e Tóli César Machado, músicos dos GNR. Quem não recorda " É p'ra Amanhã" ou " O corpo é
que paga"? (4)

Durante o Verão de 1983 (ano da edição do trabalho discográfico) Variações é muito solicitado para espectáculos ao vivo, sobretudo em aldeias por este país
fora.

Em Fevereiro do ano seguinte António Variações entra em estúdio com os músicos dos Heróis do Mar para gravar o seu segundo longa duração que se intitulará
"Dar e Receber".(5) O tema mais conhecido deste disco é, sem sombra de dúvidas, "Canção de Engate" que, posteriormente, se tornará um imenso sucesso numa
versão dos Delfins.

Em Maio desse mesmo ano dá entrada no Hospital e, no dia 13 de Junho de 1984, morre em consequência de uma broncopneumonia bilateral grave. Será sepultado,
dois dias depois, no cemitério de Amares (Braga), perto da sua aldeia natal, com a presença de poucos músicos acompanhando o funeral.

Com a sua morte desaparece um dos maiores renovadores da canção portuguesa das últimas décadas.

No entanto o seu espólio musical foi sendo aberto e Lena D'Água edita, em 1989, o disco "Tu Aqui" que inclui cinco composições inéditas de António Variações.
(6)

Em Janeiro de 1994 é editado um disco de homenagem a António Variações que reúne, em torno de versões do cantor, os nomes de Mão Morta, Três Tristes Tigres,
Resistência, Sitiados, Madredeus, Sérgio Godinho, Santos e Pecadores, Delfins, Isabel Silvestre e Ritual Tejo.

Isabel Silvestre incluirá no seu disco de 1996 "A Portuguesa" o tema "Deolinda de Jesus" de Variações. Este tema, uma sentida homenagem de Variações à sua
mãe (que se chama exactamente Deolinda de Jesus) é o contraponto de qualidade a todas as "Mães Queridas" e quejandos deste país.

Em 1997 é editado o CD "O Melhor de António Variações", o qual recupera material editado em todos os seus discos.

Se Variações não tivesse desaparecido tão precocemente, a música portuguesa seria diferente? Esta é a interrogação que se impõe, tendo em conta o que o
cantor/autor fez, em tão pouco tempo, pela música portuguesa.

O que está verdadeiramente em causa no facto de Pinto da Costa ir a julgamento.

Quando se diz que Pinto da Costa vai a julgamento, no caso do processo apito dourado, penso que muita gente ainda não percebeu muito bem aquilo que realmente está em causa, e as consequências que podem resultar deste facto.

Ao que se sabe, Pinto da Costa foi acusado de corrupção desportiva. Ou seja: segundo a acusação, Pinto da Costa terá tido interferência em resultados obtidos pelo Futebol clube do Porto. O mesmo é dizer que, a confirmar-se essa acusação, não existiu verdade desportiva.

Esta situação é demasiado preocupante, e poderá trazer consequências de todo imprevisíveis.

Por essa Europa fora, já tivemos imensos casos idênticos a este, desde logo o chamado calceo caus, que entre outras noanses, relegou a Joventos para a série B Italiana.

O que a mim me parece, é que muitos continuam apenas preocupados em saber se Pinto da Costa desta vez vai cair ou não nas malhas da justiça. Quando, estão muito mais factores em causa. Porque, se for provado que Pinto da costa influenciou árbitros, e que isso de certa forma adulterou a verdade desportiva, não será só ele, Pinto da Costa a sofrer com isso, mas o Futebol clube do Porto, também irá pagar, e não vai ser pouco.

 Aguardemos as novidades dos próximos capítulos.

 


uma sociedade de normaizinhos normalizados

«Com o intuito de lançar um debate sobre Arte, Beleza e contextos, o
Washinghton Post, no passado dia 12 de Janeiro, pôs um dos violinistas mais
famosos do mundo a tocar numa estação de metro da cidade de Washington,
L'Enfant Plaza, em hora de ponta. A estação não foi escolhida ao acaso, é
frequentada por uma classe média-alta apreciadora e habituada a pagar bem
para assistir a espectáculos de música dita erudita. Às 7.51 da manhã,
vestido de jeans e boné de baseball, colocado ao pé de um cesto de lixo,
Joshua Bell tocou 6 peças clássicas durante 43 minutos. Nem ele, nem o seu
Stradivarius do Século XVIII, de 3,5 milhões de dólares, conseguiram
arrancar muito mais do que pura indiferença às 1097 pessoas que passaram por
si e os ouviram.

Lembrei-me de várias coisas ao ler o artigo linkado no início deste post.
Daquela pose de entendido de certos amantes da arte, que sempre dizem o que
se espera ouvir deles. Daqueles críticos de vinhos que nunca falham nas suas
apreciações, de catálogo ao lado e de luz bem acesa, não vá o diabo tecê-las
e confundirem um tinto com um branco. Das rádios que se ouvem por aí,
impossíveis de reconhecer pela diferença na música que passam, cada uma mais
igual que a outra. Da tonalidade toda-a-gente do cinzento dos carros. Das
listas de blogs recomendados por essa blogosfera fora, com assinaláveis
semelhanças e muito poucas diferenças entre todas elas. De meia dúzia de
opinion makers, donos de uma verdade orientada para a audiência.
Onde diabo ficou o arriscar? Seguimos os nossos gostos, cultivamos gostos
próprios ou gostamos do que os outros nos mandam gostar? Uma sociedade que
não arrisca na novidade será sempre uma sociedade de normaizinhos
normalizados, onde fazer e dizer o que os outros esperam é a chave do
sucesso. Um rebanho onde o cego pode ser critico de pintura, onde o idiota
profere as maiores enormidades e suscita o aplauso geral, onde o engravatado
e bem falante, medíocre e vazio de ideias, pode ser governante. Onde, tal
como no metro, a qualidade e a genialidade passam despercebidas porque,
"curror!", até podia parecer mal... e o lixo ali tão perto.»

Um video completa o texto em:
http://opaisdoburro.blogspot.com/2007/06/normaizinhos-normalizados.html
Retirado de "O país do burro"

http://opaisdoburro.blogspot.com

Os pagadores de promeças e a máquina de fazer dinheiro

1. Enquanto os pagadores de promessas, elas e eles, avançam aos milhares penosamente pelas estradas de Portugal, em direcção a Fátima, o reitor do respectivo
santuário convocou os jornalistas para, através deles, mostrar ao país e ao mundo o seu mais recente investimento religioso-financeiro, com o qual tenciona
vir a obter ainda maiores receitas anuais do que aquelas que já obtém cada ano na velha basílica de trazer por casa que até agora lá tem funcionado, juntamente
com a chamada capelinha das aparições.
O empreendimento foi baptizado com um nome pomposo. Na impossibilidade de se chamar Banco Espírito Santo (já há no país um empreendimento de fazer dinheiro
com esse nome!), o reitor-banqueiro designou-o de Igreja da SS.ª Trindade, sem dúvida, um verdadeiro achado em matéria de nomes, porque assim não ficou
só com o Espírito Santo, mas também com o Pai e o Filho, portanto, com todos os três entes divinos que constituem o verdadeiro deus de Fátima, o deus Dinheiro.
Mais e maior perspicácia empresarial e financeira era impossível!!!
O edifício apresenta-se com nove mil lugares sentados. E, apesar de custar oficialmente 60 milhões de euros (o mais provável, no entanto, é que os custos
finais se aproximem dos 90 milhões de euros) será todo pago a pronto, dois meses após a apresentação da factura por parte da empresa construtora que não
deixará de esfregar as mãos de satisfação por, desta vez, ao contrário da regra geral, lhe ter caído em sorte semelhante cliente tão pronto pagador!
O reitor Luciano Guerra, que o é desde há uns 30 anos (desde que tomou posse nunca mais foi substituído, como de resto convém nestas coisas de altos negócios
onde há meandros e segredos e redes e compadrios e cumplicidades que levam anos a construir, como acontece no interior de qualquer outra máfia que se preze)
revelou estes e outros importantes dados com um santo orgulho e uma santa arrogância estampados no rosto, o que não deixou de chocar os próprios profissionais
da comunicação social que, na sua ingenuidade, ainda tomam a nuvem por Juno, isto é, ainda pensam que por se falar de Fátima e de senhora de Fátima, de
Igreja e de SS.ª Trindade, se está a falar de Fé cristã jesuânica e de espiritualidade. Ainda não caíram na conta de que tudo isso são rótulos para esconder
os chorudos negócios que estão em jogo, totalmente isentos de impostos por parte do Estado.
O reitor quis, com esta operação mediática, deixar bem claro que o dinheiro nunca foi problema em Fátima, a não ser pelo excesso, de tal modo que, muitas
vezes, nem ele, nem os demais compinchas desta máfia eclesiástica sabem o que hão-de fazer com ele. O país pode estar a afundar-se e ser hoje, como já
é, o mais atrasado da União Europeia, certamente por burrice e incompetência dos sucessivos ministros das finanças e dos sucessivos governos e muitos outros
compadres mais. Mas o mesmo não se pode dizer do reitor e do seu santuário de Fátima levantado no centro de Portugal. Ali sabem muito bem como fazer dinheiro,
como fazer fortuna, como conseguir lucros anuais de fazer inveja ao mais pintado. Podem o reitor e os seus acólitos ser nabos em teologia cristã jesuânica
e em prática quotidiana do Evangelho de Jesus (nem uma nem outra dão dinheiro a ganhar e por isso não são essenciais no santuário de Fátima), mas no resto,
que é afinal o essencial em Fátima – fazer dinheiro sem ter sequer que pagar impostos e apresentar contas sem qualquer contraditório – é que eles não são.
Aliás, é para isso que existem os santuários, as religiões, os templos, as igrejas: para produzir dinheiro e privilégios sem conta, a coberto do santo nome
de Deus, de um mítico Cristo e de nossas senhoras quantas mais melhor. Quando assim é – e Fátima é isso e só isso que é – o respectivo reitor pode muito
bem dar-se ao luxo de meter mãos a um empreendimento religioso-financeiro desta envergadura, apesar de sermos um país de pobreza e de milhões de pobres.
Os seus superiores hierárquicos não só não o censuram publicamente, como ainda por cima lhe dão cobertura, ao garantir que a inauguração, já no próximo
mês de Outubro, contará senão com a presença do chefe máximo da Igreja de Roma, o papa Bento XVI, pelo menos com um cardeal enviado pessoalmente por ele
em sua representação
Os custos faraónicos do empreendimento nunca foram nem serão problema na Igreja católica da Cristandade Ocidental. Pelo contrário, são um elemento constitutivo
e essencial. Porque diz aos potenciais utilizadores e clientes deste empreendimento e de outros congéneres que podem continuar a investir, a fazer as suas
promessas, a correr para os locais onde eles estão abertos ao público, e a confiar neles tanto ou mais do que no próprio Deus! É tão grande o seu poder
financeiro e a sua influência, que nada poderá abalá-los jamais. A não ser um verdadeiro tsunami na consciência dos povos do mundo, coisa muito difícil
de conseguir e sistematicamente contrariada por todos os poderosos e senhores do Dinheiro, mas a única coisa de que, no caso de Fátima, o seu reitor e
demais lacaios mais temem e por isso perseguem sem descanso e tentam desacreditar qualquer tentativa, por pequena que seja (o Jornal Fraternizar, por exemplo)
que vise atingir fecundamente as consciências das pessoas e dos povos, iluminá-las e transformá-las de raiz.
Os peregrinos que todos os anos, entre os meses de Maio e Outubro rumam a Fátima, a pé ou de carro, são os financiadores de tudo (pode haver outras fontes
de receita menos óbvias, que só alguns conhecerão, mas dessas só uma investigação policial ousada e consequente poderá confirmá-lo. Não me compete a mim
fazê-lo).
Vejam então quanto não valem as promessas dos devotos de Fátima. Para cúmulo, tudo isento de impostos. Nem eu sei como é que o actual ministro das finanças
e o actual primeiro-ministro que já foi engenheiro e agora já não é ainda se não lembraram de passar a cobrar impostos ao dinheiro das promessas e das
“ofertas” ao santuário de Fátima. Nem seria difícil de conseguir. Bastaria nomear alguns funcionários das finanças, de preferência católicos, e colocá-los
no santuário de Fátima S.A., dia e noite, com o encargo de controlar todas as entradas de dinheiro, tanto das promessas como das “ofertas”; e, depois,
reservar para o Estado pelo menos metade da verba apurada cada dia, cada mês, cada ano. E também metade do outro que o santuário continua a juntar cada
ano, não se sabe bem para quê, talvez para fabricar um enorme bezerro do dito, muito maior e mais poderoso do que o que o sacerdote Aarão, irmão de Moisés,
terá mandado fabricar e erguer no deserto, a partir do ouro das mulheres hebreias.
Aliás, o actual empreendimento, a inaugurar em Outubro, merece um bezerro à altura. Não bastam os nove mil lugares sentados. É preciso impressionar as pessoas
que lá entrarem e lá se sentarem. E nada como um bezerro de ouro, porque, está visto, é do que as pessoas e os povos mais gostam. Por isso é que os bancos
somam lucros e mais lucros, de ano para ano, também com a cumplicidade dos Governos que cobram em impostos mais de metade do que nós pagamos nos combustíveis
utilizados nos transportes de todos os dias, mas não se atrevem a fazer o mesmo aos bancos, muito menos ao santuário de Fátima, os quais somam lucros fabulosos,
ano após ano. E eu acho que sei porque é que os governos procedem assim. É que também eles do que mais gostam é de ver crescer o bezerro de ouro, não as
pessoas nem os povos.
Os desgraçados pagadores de promessas avançam estes dias estrada fora para Fátima, enquanto o seu reitor, o reitor do seu santuário preferido exibe à comunicação
social o seu último empreendimento, pago a pronto. Não há grande santuário em honra da mítica deusa virgem e mãe dos cultos politeístas do Paganismo que
não albergue dentro dele um bezerro de ouro. No fim de contas, é disso que as pessoas e os povos gostam. É isso que elas procuram. Não o Deus Vivo. Desse
fogem a sete pés! E para alcançarem o bezerro de ouro são capazes de tudo, de todos os sacrifícios, até de se despojarem do ouro e de outras jóias valiosas
com que se enfeitam, só para que ele não lhes falte, nem faltem junto dele sacerdotes ricamente vestidos e em grande número.
O país pode ir à falência, que ninguém se preocupa. Continuarão a fugir ao pagamento dos impostos e a gastar à tripa forra, a roubar o mais que puderem,
a corromper o mais que puderem. Dêem-lhes santuários cada vez maiores. Dêem-lhes bezerros de ouro cada vez maiores e poderosos/esmagadores. Dêem-lhes sacerdotes-comerciantes
e pastores de olhos pregados nas carteiras e nas contas bancárias dos seus crentes. E eles deliram. Dirão, inclusive, aos repórteres de tv que são felizes.
Testemunharão que nem sentem as dores, nem os pés abertos, nem as carteiras vazias. O bezerro de ouro come-lhes tudo, come-os também a eles, e eles continuam
a dizer-se felizes. Uma felicidade que rima com incultura, com subdesenvolvimento, com ignorância, com alienação, com religião. E que é intrinsecamente
incapaz de aceitar crescer em sabedoria e em graça, à medida que eles próprios crescem em idade. Por isso, uma lástima de todo o tamanho. Que me faz chorar
lágrimas de dor por todos eles. Sem que eles se preocupem com isso, ou vejam nestas minhas lágrimas amor solidário e compassivo. Porque prosseguirão com
mais ou menos fanatismo na deles, ano após ano, a despojar-se de si mesmos, do seu dinheiro, do seu tempo, do seu ouro, da sua saúde, para que o bezerro
de ouro cresça, juntamente com o santuário. Enquanto eles diminuem. De ano para ano! Desgraçado País que tais filhas, tais filhos tem!
Fonte:
Padre Mário de Macieira.

O que é o MBNET?

O Mbnet é um serviço disponibilizado pelo sistema bancário nacional que permite ao consumidor realizar compras seguras na Internet, utilizando o seu cartão multi banco, seja ele cartão de débito ou crédito.
A grande particularidade deste serviço é que o mesmo consiste na criação de cartões de crédito virtuais, e cada cartão só pode ser utilizado uma vez. E este facto pode vir a revelar-se de grande utilidade, uma vez que, como o cartão de crédito é virtual, e só pode ser utilizado uma vez, não há problema se por qualquer motivo algum amigo do alheio lhe conseguir apanhar o número do cartão de crédito, e o respectivo código durante a compra on-line.
Como criar um cartão mbnet?
1. Em primeiro lugar terá de se deslocar a uma caixa multi banco, para activar o serviço Mbnet no seu cartão..
1.1 Após digitar o seu código pessoal, escolha a opção serviços, e depois serviço Mbnet.
2. Agora terá de escolher a opção aderir ao mbnet, digitando um código à sua escolha de 6 dígitos, escolher a opção confirmar e voltar a introduzir o mesmo código que digitou anteriormente.
3. Por último pode digitar o valor em euros, que será o montante máximo de pagamentos diários a realizar. Esta opção é facultativa, e eu aconselho vivamente a deixar esse campo em branco, porque, se escolher um determinado valor, não poderá realizar compras em que o montante seja superior ao valor que você escolheu.
4. Por fim escolha confirmar.
Agora, muito importante!
Quando terminar de realizar estas operações no caixa multi banco vai ser-lhe disponibilizado o respectivo talão, não o deite fora! Porque nesse talão é que vai constar o número de identificação, que vai ser necessário quando pretender criar cartões de crédito virtuais.

Como criar o cartão propriamente dito?
Agora que já activou o serviço Mbnet, e tem consigo o talão com o número de identificação, e na sua cabeça o código secreto de 6 dígitos que introduziu a quando da activação do serviço Mbnet, vamos então criar um cartão de crédito virtual.

1. vá ao site:
http://www.mbnet.pt
2. Clique no link que diz, efectuar pagamentos.
3. Agora terá de digitar a sua identificação, que como sabe é a que consta no talão que foi disponibilizado pelo caixa multi banco, e o seu código secreto de 6 dígitos.
Nota:
Para quem utiliza leitores de ecrã, este código é inserido através de um teclado virtual, para clicarmos num dígito coloca-mos o cursor em cima do mesmo, e premimos a barra de espaço.
4. Depois de todos os dados estarem preenchidos, clique no botão que diz login.

Surge então uma nova janela.
Pedido de cartão temporário.
5. Aqui terá de escolher qual será o limite máximo que pretende gastar com esse cartão.
Nota:
Imagine que você escolhe o valor de 100 euros, como sendo o limite máximo a gastar com o cartão temporário. Se por acaso a compra for por exemplo de 80 Euros, logicamente o banco só lhe vai debitar os 80 euros e não os 100 que você escolheu.
Portanto, ao escolher um valor máximo é digamos que um pró-forma, ou seja, você sabe que não pode realizar uma compra em que o valor a pagar seja superior, mas se for inferior não há nenhum problema.

Agora que já realizou todos estes paços vai surgir a seguinte informação:

Pedido de cartão temporário.
O seu pedido foi confirmado.
Limite de Utilização ....00 €

Dados do Cartão Temporário
Número do cartão temporário: são 16 dígitos.
Data de validade do cartão.
Código de segurança: são 3 dígitos.
Fechar botão.

Obtido o número do cartão temporário com 16 dígitos, a data de validade e o código de segurança, que são 3 dígitos, pode então entrar na página do fabricante do produto que pretende comprar, seleccionar o método de pagamento visa electron e efectuar o pagamento.
Depois de efectuar o pagamento, pode destruir este cartão, pois já perdeu a validade!

Definições de Felicidade!

"Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau da decisão de ser
feliz."
Abraham Lincoln

"A meta da existência é encontrar felicidade, o que significa encontrar
interesse."
Alexandre Sutherland Neill

"Onde estás, felicidade ?... Em tudo quanto, acabado, me faz dizer: 'Foi
bom, mas tão bom que nem senti o tempo passar'."
Alfredo Bosi

"Quem está feliz faz os outros felizes."
Anne Frank

"Somos muito mais infelizes na infelicidade do que felizes na felicidade."
Armand Salacrou

"Quando a alegria se apresenta, devemos abrir-lhe todas as portas, pois ela
jamais é inoportuna."
Arthur Schopenhauer

"Creio que Deus nos colocou nesta vida para sermos felizes."
Baden Powell

"A fidelidade é uma virtude que enobrece a própria servidão."
Barbosa Lima Sobrinho

"És precária e veloz, felicidade. Custas a vir, e, quando vens, não te
demoras. Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo, e, para te
medir, se inventaram as horas."
Cecília Meireles

"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os
segredos, inclusive o da felicidade."
Charles Chaplin

"A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros."
Confúcio

"Para sermos felizes até certo ponto é preciso que tenhamos sofrido até o
mesmo ponto."
Edgard Alan Poe

"Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando
inutilmente."
Érico Verissimo

"Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à
felicidade."
Friedrich Nietzsche

"Tudo na vida é suportável, com exceção de muitos dias de felicidade
contínua."
Goethe

"Felicidade é uma boa saúde e uma má memória."
Ingrid Bergman

"A esperança deixa de ser felicidade quando a impaciência a acompanha."
Jacques Rousseau

"Três elementos são capazes de fazer feliz a uma pessoa: Deus, um amigo e um
livro."
Lacordaire

"A infelicidade pura e completa é tão impossível quanto a pura e completa
alegria."
Leon Tolstói

"O que será que se passa na cabeça de um jumento..."
Mazinho

"A felicidade não é uma recompensa, é uma conseqüência."
Robert Green Ingersoll

"Nunca vi um rosto sorridente que não fosse bonito."
S. Brown

"Ninguém tem a felicidade garantida. A vida simplesmente dá a cada pessoa
tempo e espaço. Depende de você enchê-los de alegria."
S. Brown

"A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do
que temos."
Thomas Hardy

"A preocupação com o ganho e a perda nos dá sensações de felicidade e
tristeza. Deveríamos transcender os conceitos de bom e ruim, ganho e perda.
Ser feliz é agir conforme as circunstâncias, sejam elas quais forem."
Tsai Chih Chung

"A felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir."
Voltaire

"Aprendemos que é possível ser feliz simplesmente pelo fato de estarmos
vivendo."
Wilheim Schürmann

5 Estrelas.

Nesta secção pretendo falar de personalidades que, pela quilo que fizeram, pela quilo que representam e pela quilo que nos deixaram, são homens e mulheres 5 estrelas.
Aqui Nesta secção só cabem mesmo os muito bons.
Espero que goste das personalidades que eu for trazendo a este espaço.

Padre Américo. 1887 - 1956.

Que pessoa tão bonita foi Américo Monteiro de Aguiar, o Padre Américo, para muitos o Pai Américo. Foi um ser humano enorme, imenso, é o paradigma da santidade. Se ser Santo é dar a vida pelos outros, o Pai Américo, pela sua vivência, pela quilo que fez, é sem dúvida um santo.
Américo Monteiro de Aguiar teve um dia uma inspiração: recolher o "lixo das ruas".
Nascia, a 7 de Janeiro de 1940, em Miranda do Corvo (Coimbra) a primeira Casa do Gaiato, com o objectivo de apoiar os rapazes abandonados, vítimas da miséria
social então instalada no país.
Nasceu no dia 23 de Outubro de 1887 na freguesia de Galegos, concelho de Penafiel.
Trabalhou no comércio, foi para Moçambique, voltou para Portugal em 1923 e decidiu-se pela vida de franciscano. Partiu ainda para Espanha, abandonou a ideia do franciscanismo,
não a de padre. Entrou depois no Seminário de Coimbra em 1925.
Foi ordenado padre em Julho de 1929 e dedicou-se então a ajudar os mais pobres da cidade do Mondego: pessoas sem casa, famílias sem dinheiro, doentes e
reclusos.
Depois de tomar conta da Sopa dos Pobres, promoveu colónias de férias para crianças da rua. Nessa actividade surgiu a inspiração da Casa do Gaiato.
Depois de Miranda do Corvo, em 1940, a "aldeia dos rapazes em Paço de Sousa (Penafiel), começou a ser construída em 1943.
Em 1945, abriu um lar de estudantes no Porto, fundou o Património dos Pobres, em 1951, dedicado às famílias sem casa e, em 1957, o Calvário, destinado
aos doentes incuráveis e abandonados.
Em 1944, surgiu o primeiro número de "O Gaiato" (agora com 73 mil exemplares, dos quais 60 mil para assinantes), um jornal "maltrapilho das ruas", cujos
"artigos de fundo são escritos pelos rapazes da obra.
Hoje, as cinco Casas do Gaiato (mais duas em Angola e uma em Maputo), com onze padres, continuam a ter preocupações distintas dos asilos da época em que
foram criadas. E continuam todas com o portão de entrada sempre aberto. Um portão por onde já entraram mais de 12 mil gaiatos (a saídas foram menos de
dez por cento) e que actualmente é a porta de casa para 600 crianças e jovens.
Em 16 de Julho de 1956, a aventura de Pai Américo parou repentinamente num acidente de viação.

O seu nome ficará para sempre gravado com letras douradas na nossa história, e na nossa memória ficará guardada a figura de um grande homem, que viveu a sua vida em constante amor ao próximo.

José Carlos Ary dos Santos.

Foi um dos mais talentosos poetas da música portuguesa. Da sua autoria nasceram músicas como: Tourada, desfolhada, Lisboa menina e Moça, Os putos, Auto-Retrato, A cidade é um chão de palavras pisadas,
Soneto, Cantiga de Amigo, Meu amor, meu amor, Poeta Castrado, Não!
Foram mais de 600, os poemas que Ary dos Santos compôs e que deram origem a grandes músicas, que ficarão para sempre no nosso ouvido.
Mas não foi só na poesia que Ary dos Santos se notabilizou, pois a sua actividade expendeu-se também ao Teatro e há actividade política.
ágil, Ary dos Santos considerava ser a poesia a maneira que tinha de falar com o povo porque "ser poeta é escolher as palavras que o povo merece".

Oriundo de uma família da alta burguesia, José Carlos Ary dos Santos, conhecido no meio social e literário por Ary dos Santos, nasceu em Lisboa a 7 de Dezembro de 1937.

Aos catorze anos, a sua família publica-lhe alguns poemas, considerados maus pelo poeta. No entanto, Ary dos Santos revelaria verdadeiramente as suas qualidades poéticas em 1954, com dezasseis anos de idade. É nessa altura que vê os seus poemas serem seleccionados para a Antologia do Prémio Almeida Garrett.
É então que Ary dos Santos abandona a casa da família, exercendo as mais variadas actividades para seu sustento económico, que passariam desde a venda de máquinas para pastilhas até à publicidade. Contudo, paralelamente, o poeta não cessa jamais de escrever e em 1963 dar-se -ia a sua estreia efectiva com a publicação do livro de poemas: "A Liturgia do Sangue".

Em 1969, ano que o próprio Ary dos Santos considerava ter marcado decisivamente a sua vida, inicia-se na actividade política ao filiar-se no PCP, participando
de forma activa nas sessões de poesia do então intitulado "canto livre perseguido".

Entretanto, concorre, sob pseudónimo, ao Festival da Canção da RTP com os poemas "Desfolhada"e "Tourada", obtendo os primeiros prémios.

Gravou, ele próprio, textos ou poemas de e com muitos outros autores e intérpretes e ainda um duplo álbum contendo O Sermão de Santo António aos Peixes do Padre António Vieira.
À data da sua morte tinha em preparação um livro de poemas intitulado As Palavras das Cantigas, onde era seu propósito reunir os melhores poemas dos últimos quinze anos, e um outro intitulado Estrada da Luz - Rua da Saudade, que pretendia fosse uma autobiografia romanceada.

O poeta deixou-nos a 18 de Janeiro de 1984.
Postumamente, o seu nome foi dado a um largo do Bairro de Alfama, descerrando-se uma lápide evocativa na casa da Rua da Saudade, onde viveu praticamente toda a sua vida.

Não há dúvida que Ary dos Santos, contribuiu grandemente para a renovação da música ligeira portuguesa.

Eusébio da Silva Ferreira.

Trata-se do melhor jogador de sempre do Futebol Português, e um dos 10 melhores futebolistas do mundo.
Eusébio, foi um enorme Jogador, um Palmarés impressionante, um avançado genial.
Em 25 de Janeiro de 1942, em Lourenço Marques nascia aquele que viria a ser o expoente máximo do futebol português e uma das figuras mais brilhantes de toda a nossa história.
Para os mais jovens Eusébio é uma Lenda. Uma lenda viva do nosso desporto, não só pelo que jogou, mas pelo que ainda hoje representa.
Cedo, se começou a perceber que o menino que corria atrás de uma bola de trapos tinha qualidades fora do comum.
Em 1960, Eusébio dá o grande salto, altura em que se transferiu do Lourenço Marques para o Sport Lisboa e Benfica.
Já nessa altura, a sua transferência esteve envolta em grande polémica, uma vez que o Sporting Clube de Portugal, clube da qual o Sporting de Lourenço Marques (equipa onde Eusébio jogava) era filial, também pretendia o pantera negra.
No entanto, o Benfica foi mais feliz, e conseguiu contratar o menino de Oiro, iniciando assim um período dourado, quiçá o período mais brilhante da história desta instituição.
O primeiro jogo que Eusébio fez com a camisola do Benfica foi no dia 25 de Maio de 1960, num jogo contra o Atlético, onde o Benfica venceu por 4 a 2, e Eusébio marcou 3 golos.
O rei vestiu a camisola do Benfica durante 14 anos, até 1974.
Nesse período ajudou o Benfica a vencer: Uma taça dos clubes campeões europeus, 3 vezes finalista vencido, 11 campeonatos nacionais, 5 taças de Portugal e 5 taças de Honra.
Para além disso O rei foi 7 vezes o melhor marcador português, e duas vezes o melhor marcador da Europa, vencendo assim duas botas de ouro, na época de 1967-1968 com 43 golos, e na época de 1972-1973 com 40 golos.

Mas, não foi só no Sport Lisboa e Benfica que o rei deixou a sua marca.
Ao serviço da selecção nacional, o Pantera Negra realizou 64 jogos, nos quais apontou 41 golos.
Eusébio esteve ligado a um dos períodos mais brilhantes da história da nossa selecção, no célebre mundial, Inglaterra 1966, onde Eusébio foi o principal obreiro do Terceiro lugar conseguido pela nossa Selecção, classificação essa, que nos dias de hoje ainda é a melhor prestação de sempre em campeonatos do mundo.
No Mundial de 1966, Eusébio foi considerado o melhor jogador da prova, e paralelamente foi o melhor marcador apontando 9 golos.
Na memória de todos, fica a imagem de Eusébio a chorar agarrado à Bandeira Nacional, após a derrota com a Inglaterra, que nos impossibilitou de estar na final do mundial. Uma imagem que ainda hoje corre o mundo.
Ainda deste campeonato fica a memorável revira volta que Portugal conseguiu realizar num jogo frente à Coreia, onde ao intervalo Portugal estava a perder por 3 a 0, e na Segunda parte virou o resultado para 5 a 3, com 3 golos do Rei Eusébio.
O primeiro Jogo que Eusébio fez com a Camisola Nacional foi no dia 8 de Outubro de 1961, num jogo contra a selecção do Luxemburgo.
O último Jogo de Eusébio pela Selecção foi no dia 13 de Outubro de 1973, num jogo contra a Bulgária.

Clubes que Eusébio Representou:
1958 - 1960 Sporting Clube Lourenço Marques (Moçambique)
1960 - 1974 Benfica (Portugal)
1974 - 1975 Boston Minutemen (EUA)
1976 - Toronto Metros (Canada)
1976 - 1977 Beira Mar (Portugal)
1977 - 1978 Monterrey (Mexico)

Eusébio abandonou os relvados em Fevereiro de 1979.

Serviço Caixa Directa tem novo número a partir da Rede Fixa.

Para além dos já conhecidos:
91, 405, 2424.
93, 200, 2424.
96, 200, 2424.
Agora o caixa directa já tem novo acesso através da rede Fixa.
Aqueles que utilizavam frequentemente o 707, 242424, certanente sabem que desde à algum tempo a esta parte esse número deixou de funcionar.
Assim, o novo acesso a partir da rede fixa é:
21, 780, 5600.
Não se esqueça que o seu contrato agora é constituído por 7 dígitos. Para completar o seu número de contrato terá de digitar um 0 à esquerda.

Leia sem chorar!

Corri ao mercado para comprar uns presentinhos, que eu não havia
conseguido comprar antes.
Quando eu vi todas aquelas pessoas no
mercado, comecei a reclamar comigo mesma: Isto vai demorar a vida
toda, e eu ainda tenho tantas coisas para fazer, outros lugares para
ir.
Como eu gostaria de poder apenas me deitar, dormir e só acordar após
tudo isso.
Sem notar, eu fui andando até a seção de brinquedos, e lá
eu comecei a bisbilhotar os preços, imaginando se as crianças
realmente brincam com esses brinquedos tão caros.
Enquanto eu olhava a seção de brinquedos, eu notei um garoto de
mais ou menos 5 anos pressionado uma boneca contra o peito.
Ele acarinhava o cabelo da boneca e olhava tão triste, e fiquei
tentando imaginar para quem seria aquela boneca que ele tanto
apertava.
O menino virou-se para uma senhora próximo à ele e disse:
Vovó, você tem certeza que eu não tenho dinheiro suficiente para
comprar esta boneca?
A senhora respondeu:
Você sabe que o seu dinheiro não é suficiente,
meu querido!
E ela disse ao menino, que ele poderia ficar ali olhando os
brinquedos por 5 minutos, enquanto ela iria olhar outra coisa.
O pequeno menino estava segurando a boneca em suas mãos.
Finalmente eu comecei a andar em direção ao garoto e perguntei para
quem ele queria dar aquela boneca.
E ele respondeu:
"Esta é a boneca que a minha irmã mais adorava, e queria muito
ganhar.
Ela estava tão certa que o Papai daria esta boneca para ela este
ano.
"Eu disse:
"Não fique tão preocupado, eu acho que ele irá dar a
boneca para sua irmã."
Mas ele triste me disse:
"Não, o Papai não poderá levar a boneca
onde ela está agora. Eu tenho que dar esta boneca pra minha mãe,
assim ela poderá dar a boneca à minha irmã, quando ela for lá."
Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ele falava: "Minha irmã
teve que ir embora para sempre. O papai me disse que a mamãe também
irá embora para perto dela em breve. Então eu pensei que a mamãe
poderia levar a boneca com ela e entregar a minha irmã.".
Meu coração parou de bater.
Aquele garotinho olhou para mim e me disse: "Eu disse ao papai para
dizer a mamãe não ir ainda. Eu pedi à ele que esperasse até eu
voltar
do mmercado."
Depois ele me mostrou uma foto muito bonita dele rindo, e me disse:
"Eu também quero que a mamãe leve esta foto, assim ela também não se esquecerá de mim.
Eu amo a minha mãe e gostaria que ela não tivesse
que partir agora, mas meu pai disse que ela tem que ir para ficar com
a minha irmãzinha."
Ai ele ficou olhando para a boneca com os olhos tristes e muito
quietinho.
Eu rapidamente procurei minha carteira e peguei algumas notas e
disse para o garoto: "E se nós contássemos novamente o seu dinheiro,
só para termos certeza de que você tem o dinheiro para comprar a
boneca?
Coloquei as minhas notas junto ao dinheiro dele, sem que ele
percebesse, e começamos a contar o dinheiro.
Depois que contamos, o dinheiro iria dar para comprar a boneca e
ainda sobraria um pouco.
E o garotinho disse: "Obrigado Senhor por atender o meu pedido e me
dar o dinheiro suficiente para comprar a boneca"
Aí ele olhou para mim e disse: "Ontem antes de dormir eu pedi à Deus
que fizesse com que eu tivesse dinheiro suficiente para comprar a
boneca, assim a mamãe poderia levar a boneca.
Ele me ouviu ...e eu também queria um pouco mais de dinheiro para
comprar uma rosa branca para minha mãe, mas eu não ousaria pedir mais
nada à Deus.
E Ele me deu dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa
branca.
Você sabe, a minha mãe adora rosas brancas.
Uns minutos depois, a senhora voltou e eu fui embora sem ser notada.
Terminei minhas compras num estado totalmente diferente do que havia
começado.
Entretanto não conseguia tirar aquele garotinho do meu pensamento.
Então lembrei-me de uma notícia no jornal local de dois dias atrás,
quando foi mencionado que um homem bêbado numa caminhonete, bateu em
outro carro, e que no carro estavam uma jovem senhora e uma
menininha.
A criança havia falecido na mesma hora e a mãe estava em estado grave
na UTI, e que a família havia decidido desligar as máquinas, uma vez;
que a jovem não sairia do estado de coma. E pensei, será que seria a
família daquele garotinho?
Dois dias após meu encontro com o garotinho, eu li no jornal que a
jovem senhora havia falecido. Eu não pude me conter e sai para
comprar rosas brancas fui ao velório daquela jovem .... Ela estava
segurando uma linda rosa branca em suas mãos, junto com a foto do
garotinho e com a boneca em seu peito.
Eu deixei o local chorando, sentindo que a minha vida havia mudado
para sempre. O amor daquele garotinho por sua mãe e irmã continua
gravado em minha memória até hoje.
É difícil de acreditar e imaginar
que numa fração de segundos, um bêbado tenha tirado tudo daquele
pequeno garotinho.

Esqueceram-se do Carlos Cruz.

No dia de ontem, no meio de tanta festa, de tantas comemorações, de tantas lembranças, houve um aspecto que me ficou na retina.
Afinal, parece que a maior parte das pessoas se esqueceram completamente de Carlos Cruz.
É verdade! Aquele que é indiscutivelmente é o senhor televisão, aquele que durante muitos anos desenvolveu programas deintertenimento, que fizeram dele em minha opinião o apresentador mais espectacular de sempre da nossa televisão, parece que caiu no esquecimento.
Que tristeza.
Quanta falta de memória daqueles que pelo cargo que ocupam deviam respeitar a história, e as pessoas que tanto fizeram para que hoje, volvidos 50 anos desde o nascimento da RTP, esta possa ter a traz de si uma história, uma vida muitas memórias.
Sem Carlos Cruz, a história seria necessariamente diferente, e para pior. Carlos Cruz, escreveu centenas de páginas douradas, no livro de memórias da nossa televisão, e não é justo que se tente apagar aquilo que foi feito.
Agradeço os muitos programas que tive oportunidade de ver, apresentados por Carlos Cruz. A mim, independentemente do rumo que cada um seguir existe uma coisa que é Sagrado, a memória, e por mais que tentem, ninguém vai conseguir banir da nossa memória a figura do grande Carlos Cruz.

Irra. Tantas greves na função pública!

Ainda bem que, na nossa constituição está consagrado o direito à greve. Se bem usada, essa estratégia pode vir a revelar-se muito eficiente na luta por qualquer direito ou benefício.
Se mal usada, a greve terá necessariamente um efeito contrário ao pretendido. Como aliás, penso ser o caso das últimas greves gerais da função pública convocadas pelas duas principais centrais sindicais.
O primeiro aspecto que eu considero altamente negativo é o facto de estas greves serem convocadas invariavelmente à Sexta-feira. Não é que a Sexta Feira não seja um dia como outro qualquer, mas, uma greve em véspera de fim de semana leva a que muitos funcionários públicos adiram, porque, literalmente lhes dá jeito, não se identificando minimamente com os propósitos, segundo os quais a greve foi convocada. E esse facto, creio eu desvirtua completamente o espírito subjacente a uma greve.
Uma situação onde isso foi evidente, foi a quando da convocação em Novembro da greve geral de dois dias, (Quinta e Sexta Feiras), onde a maior parte dos grevistas aderiram apenas na Sexta-feira, porque será?
Mas as confusões não se ficam por aqui. Considero-me um consumidor bastante acíduo de informação, quer escrita quer falada, e com toda a franqueza, ainda não consegui entender os verdadeiros motivos que estiveram por detrás destas duas greves.
Aquilo que eu sei, é que muitos funcionários públicos estão contra os cortes nos benefícios que o governo tem implementado, como se afinal a crise fosse só para alguns.
É que o cerne da questão reside precisamente neste ponto. Ou seja, se a conjuntura é tudo menos favorável, se os privados estão afectados com a crise, porque, baixando o volume de negócios, aumentando as despesas inerentes, os salários recentem-se por causa disso, é profundamente injusto que, a função pública pretenda viver num mundo à parte, fazendo de conta que afinal eles (funcionários públicos), não têm nada haver com a crise.
Estas reivindicações são ainda mais injustas, se pensarmos que, no país em que estamos, os funcionários públicos são uns autênticos privilegiados.
Primeiro porque, a maior parte deles têm um emprego perfeitamente estável, e sabem que, por mais voltas que a vida dê o seu salário está assegurado. Eu pergunto. Das novas gerações de trabalhadores, quantos se poderão gabar disso?
Depois porque, apesar de tudo os funcionários públicos ainda têm muitos benefícios reais que os privados não têm.
E, num momento de crise, onde cada vez é mais complicado arranjar trabalho, onde o desemprego sobe todos os dias, onde a precariedade no trabalho é o pão-nosso de cada dia, É degradante, fazerem-se greves por questões perfeitamente marginais.
Coitados dos trabalhadores privados que, mesmo que queiram, mesmo que estejam descontentes, muitas vezes por razões muito mais plausíveis, não podem fazer greve!

Até sempre Manuel Bento.

Aquele que para muitos foi o melhor guarda-redes português de todos os tempos, deixou-nos no dia de hoje, vítima de uma paragem cárdio vascular.
Manuel Bento foi o dono da baliza do Benfica nas décadas de 70 e de 80, começando a defender no Barreirense.
Bento venceu 22 títulos pelo Benfica, e foi igualmente capitão da Selecção nacional, participando num dos momentos mais altos da nossa história, quando assinou uma exibição memorável nas meias finais do Campeonato da Europa de 1984, no jogo com a França.
Bento foi igualmente um dos principais protagonistas no Mundial, México 86, do chamado caso Saltilhe.
Em 1990, realizou o último jogo com a camisola do Benfica, numa partida contra o Belenenses, quando na altura já era suplente de Silvino.
Aos 58 anos, faleceu, vítima de morte súbita.
Ainda ontem se festejavam os 103 anos do Sport Lisboa e Benfica, e hoje somos obrigados a viver um momento tão triste.
Coisas da vida.
Para muitos, fica a memória de um guarda-redes fantástico, para outros, como eu, fica a tristeza por nunca poder ter visto jogar Manuel Bento, mas de um sentimento partilhamos todos em comum, a Enorme saudade, e os desejos de um até sempre Manuel Bento.